22 junho 2017

# Textos

Crônicas do dia-a-dia


Neste momento estou no meu rotineiro trajeto para a ilustre instituição de ensino que me acolhe diariamente em seus braços de concreto, ferro e outros materiais. Pego o ônibus na parada de sempre, cumprimento o motorista de sempre com o "bom dia" de sempre. Avanço a catraca com a animação de sempre e procuro com os olhos o meu lugar de sempre com a ansiedade de sempre.

Não posso dizer que sou realmente uma perfeccionista, apesar de sê-lo, ardentemente, mas há toda uma estratégia que envolve o meu lugar preferido no ônibus. Para quem já assistiu Big Bang Theory, ou mesmo os que ainda não assistiram, cito um personagem inspirador, apesar de não seguir a série ou perder mais do que cinco minutos com ela, necessários apenas para recolher mais alguma pérola do famoso Sheldon.

Criado para ser um perfeccionista "de carteirinha", Sheldon é confrontado, certa vez, com a ideia de deixar o seu lugar preferido no sofá para sentar-se em outro local. Ferido em seu orgulho, ele argumenta que não é apenas um lugar no sofá, é a própria definição de acento privilegiado. Enumerando os motivos que o levaram a escolher aquele lado do sofá, ele diz que sentado ali desfruta do melhor ângulo para assistir à televisão, recebe a maior parte do vento que chega da janela, consegue ver quem chega em casa....bom, resumindo e concluindo, o lugar perfeito, que efetivamente não deveria ser de mais ninguém, além do próprio Sheldon.

Eu me sinto um pouco como esse distinto personagem. Meu lugar cativo sempre será à janela, na primeira fila das cadeiras altas, do lado esquerdo do ônibus (a depender do ponto de vista), vulgo, atrás do motorista. Conservadores diriam que essa predileção pela boa localização no ônibus é doentia, minha teoria é que nos sentimos bem quando estamos em nossa "zona de conforto", aquela bolha que isola da realidade.

Sempre será mais fácil pisar em terreno conhecido, fazer os mesmos esforços, para obter os mesmos resultados. Pensando nessa hipótese tão familiar em nosso dia-a-dia, pude entender como funciona esse ciclo vicioso. Levamos essa mesma facilidade em aceitar a rotina para as nossas conquistas e planos de conquistas na vida. Como podemos desejar o novo, se o que fazemos sempre será mais do mesmo? Como desejamos uma intimidade maior com Deus, se continuamos sem procurá-lo nos principais acessos, oração e leitura da sua palavra?

Ainda somos prisioneiros da superfície, do simples e do previsível. Muitas vezes até ansiamos por mais, porém, demandamos poucas forças para a realização dos nossos objetivos. Quer resultados diferentes dos alcançados até hoje? Faça diferente. Quer alcançar patamares que ainda não foram alcançados? Mostre que realmente é o que deseja.

Não siga "a boiada" e sobreviva, mas saiba viver! Saiba escolher Deus a todo o instante, e acatar as dificuldades que acompanham essa decisão. Mantenha uma aliança firme com o pai do céu, um diálogo constante com ele. Não leve a rotina para o âmbito espiritual, não deixe a sua relação com o Senhor virar uma rotina, porque normalmente o que vira rotina não é sentido com tanta intensidade.
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3 comentários:

  1. Às vezes nos tornamos uma pessoa tão preocupada com o tempo, que não sabemos esperar o tempo de Deus e assim nos levamos pelos outros. Temos que sair da zona de conforto e ir adorar a Ele, na hora certa a vitória chegará!

    esfilhadorei.blogspot.com.br

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    1. O nosso tempo nunca vai corresponder ao tempo de Deus. Muitas vezes nos sentimos ansiosos demais porque não entendemos o Seu trabalhar em nossas vidas, mas Ele tem sempre o melhor para nós, mas temos que fazer a nossa parte e confiar nEle! ♥

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  2. Quando lemos seu escrito, querendo ou não, e não sei se esse é o seu objetivo, ou se você pensou que chegaria a esse nível, mas de certa forma você se torna um exemplo para nós que lutamos diariamente para chegar mais perto de D-us. E quando digo lutar é quase literal, você entende. Você demonstra tanta segurança. E também demonstro aos outros, sabe ?! Quando a gente fala na igreja a gente demonstra tanta segurança, e não só porque estamos falando, mas porque realmente sentimos; sentimos segurança e demonstramos isso.
    só que depois quando estamos sozinhos a segurança vai embora e as incertezas chegam... passa depois, claro, mas você faz a gente crer que Você tem algo a mais que nós que lemos, pode crer, queremos ter! Que Deus lhe abençoe. E que você continue assim, nos inspirando. Fique bem.
    Bruno amorim/instagran.

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