16 fevereiro 2017

"Nunca escreva para qualquer um..."



Oi oi, pessoas lindas! Já tinha programado a postagem de outra mensagem para hoje, mas como meu desejo é escrever sempre de acordo com o que está acontecendo na minha vida real, resolvi que aquela outra ficaria em off, e reescreveria algo quentinho só para hoje.

"Mas Hayanne, que fato tão importante foi capaz de desmarcar um post agendado??" Pois é, eu ouvi hoje uma frase que me deixou emocionada. Algo como isso. Assistindo a um filme sobre um escritor de cartões que tinha acabado de ser despedido, um de seus ex-colegas disse a pérola da noite, que colocarei em blockquote pra deixar tudo mais emocionante.

"Nunca escreva para qualquer um, sempre escreva para alguém."

Sério mesmo, eu achei tão linda essa expressão, e me deixou tão pensativa, que até pausei o filme para ir buscar o computador e escrever as minhas primeiras impressões. Porque eu sou assim mesmo, quando vem a ideia, eu não deixo ela nem "esquentar o banco", já vou produzindo alguma coisa enquanto ainda está vivinha da Silva.

Fiquei pensando sobre o meu próprio método de escrita. Sempre repeti que as palavras que escrevo não têm necessariamente um endereço certo, nem um personagem na realidade, mas nunca parei para pensar se toda aquela "ladainha" que eu insistia em reproduzir era mesmo verdade. Será que conseguimos escrever realmente para o nada? Para ninguém?

O que faz o texto de alguém ser tão semelhante ao que você está sentindo? A resposta é que ele é a descrição de fatos reais, quer tenham sido vividos pelo próprio escritor, quer sejam histórias contadas por amigos próximos. O fato é que sim, sempre escrevemos para alguém, ainda que imaginado.

Quando me sento na rede estendida na varanda, e me posiciono na direção do céu escondido por nuvens rosadas, escrevo com destino. Ainda que desconhecido. Procuro inspiração no vento que balança as folhas lá embaixo, nas árvores, e que sopra mansamente ao meu redor. Me permito ouvir o inaudível aos maratonistas de rotina.

É impossível manter-se impassível nos próprios textos. Um escritor sempre deixa um pouco de si em tudo o que escreve, não é? Por mais que bata o pé e finja o contrário, você nunca escreverá para qualquer um. E no dia que fizer, não terá o mesmo impacto nas pessoas. Não haverá sentimento, nem deste, nem do outro lado do monitor. Se é sobre amor, ame; se é sobre sorrisos, recrie...mas sinta. Escreva sempre para alguém, mesmo que ele ainda não exista, de forma concreta.

3 comentários:

  1. Primeiramente,parabéns pelo texto.Parabéns por escrever.Por refletir e colocar aqui no blog o resultado destas reflexões.Suas palavras foram doces,gentis,poéticas.Algo que proporciona uma suavidade em meio a um dia corrido.Algo como ainda acreditar que os sentimentos valem a pena.Parabéns.
    Alex

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  2. Tanto faz se por profissão ou por hobby mesmo o importante é você se sentir bem . Pelo menos é isso que eu sinto quando escrevo.

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