17 novembro 2015

Paris, 13 de Novembro de 2015


Como eu poderia deixar de opinar a respeito de acontecimento que tem recebido tão grande repercussão na mídia nos últimos dias? Não comento apenas pelo fato de querer estar atualizada de acordo com os novos assuntos, mas principalmente porque realmente tenho as minhas próprias opiniões sobre o acontecido. Aliás, como cheguei a publicar na página do blog no facebook, há um grande equívoco em toda essa situação, o que foi mencionado pelo blogueiro Rafael Magalhães, do Precisava Escrever. Menciono tal personalidade (que está começando a receber o reconhecimento - merecido - pelo seu talento) por ter uma grande intimidade com seus textos e forma de escrever, admitindo, portanto, que concordo com o que foi escrito no post publicado hoje em seu endereço eletrônico. Segundo ele, "o foco das câmeras é o que incomoda", pois têm ignorado a complexidade de nossas próprias guerras nesse país ao qual temos o prazer de chamar nosso. Maravilho-me em saber que alguém nesse país ainda entende o que eu percebi após o estalar desse acontecimento fortuito, digamos. É complicado perceber que os acontecimentos que ocorrem fora da nossa pátria recebem maior visibilidade do que os problemas enfrentados pelo povo brasileiro. Não obstante, é mais triste ainda ver que há uma certa "competição" (acreditem), sobre quem está sofrendo mais, se os brasileiros, ou os franceses. Meus queridos, tenho a absoluta certeza de que ao passar por alguma dificuldade, você nunca pensará que a dificuldade do seu irmão é maior que a sua, certo? Não podemos medir tragédias, ainda mais quando ambas envolvem vidas, famílias enlutadas, histórias destruídas, realidades que nunca mais tornarão a sê-lo. É fácil comentar sobre a dor do outro quando a vemos do nosso ângulo, ainda mais quando não estamos envolvidos em nenhum dos acontecimentos que têm surgido. A vida é tão curta para perder tempo julgando o que não é nosso dever...Sei que afirmei no início o descaso que a mídia tem com vários ocorridos na nossa nação, mas isso tem gerado uma "rixa" infantil em que se mede qual nação deve ser apoiada com mais vigor, qual delas merece o nosso choro. Como assim, Brasil? Não somos conhecidos por sermos um povo benevolente? Onde está agora a nossa capacidade de compreender que certas coisas não devem ser comparadas, mas sim apresentadas em oração a Deus da mesma forma? A perda do seu irmão também deveria ser a sua, ou Jesus não teria dito que deveríamos amar ao nosso próximo como a nós mesmos! Sei que opiniões contrárias surgirão, ou mesmo aquelas que me dirão ser um mau entendido da minha parte, já que muitos olhos estão fechados para nossa própria guerra. E então? Isso faz de nós menos humanos? Menos compreensivos em relação aos nossos irmãos? Os franceses também sentem, como nós, muitos morreram em sua terra, o sangue também maculou o solo francês. Como um país maioritariamente cristão, deveríamos fazer a nossa parte apresentando o mundo a Deus, em oração. Isso não é mais do que os sinais da volta de Cristo. (Mt 24:6-8 "E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, porque é mister que isso tudo acontença, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares."). O REI ESTÁ VOLTANDO, E NÓS? O QUE ESTAMOS FAZENDO? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NESSES ÚLTIMOS MOMENTOS AQUI NA TERRA? ESTÁ PEDINDO A DEUS PELO MUNDO OU SE PREOCUPANDO APENAS COM SEUS CONTERRÂNEOS? ESTÁ PREGANDO O EVANGELHO OU SE EMBARAÇANDO COM DISCUSSÕES QUE NÃO LEVARÃO A LUGAR ALGUM?

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