11 novembro 2015

# Romântica # Textos

Então, que grite o meu silêncio!


Não sou tão habilidosa com palavras como aparento ser. Muitas vezes perco a capacidade de formular uma frase em condições, perco as palavras por causa de outras palavras. Você deve estar me achando confusa nesse momento, mas explicar conceitos abstratos torna-se um grande desafio, mesmo para aqueles que estão acostumados a descrevê-los.

Experimente descrever a sensação da areia da praia em seus pés descalços, a carícia do vento em sua pele, ou até mesmo do prazer que é sentir aquela sua comida preferida no paladar...eu tento me expressar, por mais limitada que seja, minha alma faz um esforço para conversar com o resto do mundo.

Tenho utilizado tantas palavras ultimamente que de um dias para cá tenho esgotado meu pequeno vocabulário por necessidade de ouvir meu próprio silêncio. Engraçado, sempre achei que era apaixonada pela minha própria voz. Que gritem os que me conhecem, eu amo falar! Mas chega um momento em que o doce som do silêncio, ou de qualquer outro som que baila pela atmosfera, parece mais aprazível que a sua própria voz.

Não me julguem, tenho na ponta dos dedos todas as palavras de que necessito para sobreviver o "resto" do ano, por enquanto mal falo, penso e tento existir. A existência é um conceito maravilhosíssimo, tentar exercê-lo é qualidade ostentada apenas por determinadas pessoas. Viver é diferente de sobreviver, e escrever é diferente de vagar entre palavras que não fazem o meno sentido, como está acontecendo agora.

É, sinto que parte de mim está desligada para o que eu chamo de mundo exterior, tenho aprendido a conviver com meus próprios pensamentos, sem medo de recriminar meus próprios defeitos e evitando massacrar minha mente por não alcançar resultados perfeitos. Eu quero apenas liberar palavras, lançá-las sobre um suporte branco, vazio e sem forma. Manchinhas que por vezes não fazem sentido algum, mas que liberam o que pensa uma alma em constante mudança e adaptação ao que chamamos de vida.

1 comentário:

  1. O silência é o refrigério da alma quando paramos por um momento e nos desligamos completamente do mundo e passamos a notar as pequenas coisas que nos rodeia tirando daquilo a paz interior redescobrimos uma sensação do quanto somos frágeis, do quanto somos realmente seres passageiro.

    Costumava deitar-me à noite e olhar as estrelas no espaço pequeno que tinha no quintal, olhava no silêncio esse grande universo, fico pensando o quanto o mundo mudou...

    As mais belas palavras são ditas no silêncio da noite.


    Leo.A.B

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