06 maio 2015

Filme: Equilibrium


“Sem amor, sem raiva, sem tristeza... a respiração é como um tiquetaquear de relógio.” .Após a 3ª Guerra Mundial os sobreviventes ficaram com a certeza de que uma quarta guerra exterminaria toda a humanidade. Por isso foi criado o Clero Grammaton, que tinha como objetivo acabar com a principal fonte de crueldade entre os humanos: a capacidade de sentir. Instaura-se um estado totalitário, a Libria.

O regime é comandado pelo "Pai". As pessoas deviam submeter-se às regras, não poderiam possuir nada que pudesse "acordar" seus sentimentos, tais como:obras de arte, livros, músicas e outros. Quem violava as leis era punido com a morte.

O personagem principal é um membro da elite, ou do clero. Ele é um dos mais fiéis ao pai, levando à morte muitos librianos que insistiam em desobedecer ao regime. Quadros eram queimados juntamente com sonhos e corpos. Qualquer infrator era incinerado sem necessidade de um julgamento.


Um dia. acidentalmente ele não toma a dose da droga, e pela primeira vez sente emoções. Depois dessa experiência, ele decide deixar de tomar suas doses, o que o leva a se apaixonar por uma prisioneira que espera a sua sentença de morte. Vê-la morrer queimada é a "gota d'água" que sobrava. Preston se revolta contra a ordem dominante e o "pai". Ele decide que irá encontrá-lo e tirar-lhe a vida, trazendo assim a memória dos seus entes queridos mortos.

Essa já é a segunda vez que assisto o filme, mas nunca me canso de ver sempre as mesmas imagens. As cenas são filmadas em um cenário preto e branco, que obviamente tem seu significado. Ninguém pode viver sem sentir, porque é o que nos faz humanos. Aliás, até os animais sentem! O filme consegue lhe mostrar um mundo completamente diferente, em que não há amigos, não há amor...e possuir família é apenas um status.

Achei um pouco irônica a última característica, porque infelizmente é o que vemos hoje, os sentimentos são julgados e usados. Quem acredita em sentimentos puros é taxado de mole, piegas...e os relacionamentos? Me canso só de ver a quantidade de relacionamentos que começam no início do mês e terminam no começo do outro. "Amor da minha vida"; "Para sempre"; "Você é o tal". Ou o nome dele é Tal, ou algo não está certo aqui.

Apesar de ser um filme de ficção, produzido em 2002, ele se torna bem atual, e real. Às vezes imagino como seria se ninguém sentisse. Será que quando o reino do Clero Grammaton terminasse, alguém valorizaria mais os seus sentimentos? E das outras pessoas? Será que brincariam de "casinha" eternamente ou finalmente assumiriam compromissos sérios e amadureceriam? Esse filme realmente dá o que pensar...

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