01 fevereiro 2013

# Bullying-fatos reais

Bullying-Fatos Reais (Nº4)



  Oi gente, hoje vou postar mais um depoimento do bullying.
  Não vou falar muito porque o tempo está curto,mas não quero deixar os meus leitores no vácuo e resolvi postar. Este foi o último que eu recebi,mas podem continuar mandando que eu posto. =D
  Vamos lá?

Daniela Silva.

Tudo começou quando eu mudei de colégio na quinta série. Acho que esse relato será um pouco diferente dos outros... mas tentarei 'contá-lo' da melhor forma possível.
 Quando você é menor... você consegue sentir de longe quando alguém não gosta de você e comigo não era diferente, eu só não entendia o porque das pessoas me rejeitarem .Tudo bem que eu não me vestia de uma forma muito 'normal', usava roupas pretas, delineador, ouvia The Rasmus e vivia em um mundo inteiramente meu. Por mais que fosse estranho me comportar daquele jeito com 11 anos, eu gostaria de um pouco de respeito... somos todos humanos. Éramos todos crianças. Fiz duas amigas que me ajudaram bastante e que de certa forma eram parecidas comigo, foram rejeitadas como eu... ser excluída de grupos, ser motivo de piadas... ser tratada como se não fosse nada. Ser apontada como gorda, burra, estranha, bruxa... eu não acho que seja fácil para uma criança. E com toda a minha inocência eu achava que o problema era eu... e você vai crescendo com aquela agonia no coração de... ''por que eu?''
As pessoas não estão preparadas para lidar com as diferenças... de certa forma essa triste experiência me trouxe frutos ''bons'' também... como gostar de escrever, ser mais sensível e sempre ficar atenta com as pessoas. E o mais importante... continuar sendo quem eu sou e  continuar com a minha essência, não me importar  com a opinião de outras pessoas, que nem se quer o meu bem queriam.
Mas, demorou anos para que eu notasse  a coisa certa a se fazer... me lembro de escrever músicas dizendo que ia me matar, que não era digna do mundo...
me culpava por tudo que eu comia, me lembrando das outras crianças me chamando de gorda ... convivia com um vazio indescritível.
Passava tardes ouvindo músicas e pensando que o dia de mostrar que eu sou especial para elas iria chegar.
Eu via a vida... de forma tão errada. E como a Jessie diz: ''tudo bem, não estar bem''.
Na minha época ainda não tinham dado nome para essa injustiça, então não passava de uma ''brincadeira''...
Só quem sentiu essa dor, sabe a intensidade da mesma...

5 comentários:

  1. Quando a sociedade nota alguém diferente, ela não gosta de lidar com aquilo. Gostei do depoimento.
    Beijos sz
    Diário Ciumento

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  2. Oi, princesa. Muito inteligentes as suas postagens..e instigantes!
    Parabéns.
    Bjs

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  3. Poxa, eu fico realmente triste quando leio esses depoimentos :(
    Bjs - Clube Splash (perfil).

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  4. Acho que depois que essa "brincadeira" ganhou nome sério, as pessoas começaram a se tocar que não era tão engraçado assim. Sofri muito por tentar achar essa pseudo aceitação dos outros, tentar me encaixar, mas no fundo, o errado não é a gente, mas as pessoas e seu preconceito.
    Adorei o depoimento e a iniciativa ;)

    Beijo

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  5. Só depois de muitos anos as pessoas criam leis e botam uma real nestes casos! Como pode isso?? O que já nem deveria ter existido, ainda prevalece pelas faltas de considerações da justiça! Realmente, o que os olhos não vêm, o coração não sente! :( Abraçosss, Raquel do Tudo a ver Amigas!

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